Ao contrário que se possa pensar, ser chulo é uma profissão como outra qualquer,como ser cobrador das finanças ou fiscal da EMEL, como ser vendedor da Herbalife ou apresentador de concurso televisivo, como vender sardas na banca do peixe ou defender interesses nas bancadas parlamentares. Contudo, e ao contrário dessas profissões, o chulo e o seu irmão de armas, o gigolo, encontram-se vinculados por fortes exigências deontológicas. Só assim se entende o expurgo arquivístico realizado na documentação que agora se torna acessível ao público. Esta preocupação com a lei de dados pessoais resulta da recusa de adoptarmos a falta de princípios de certas fundações que se preocupam mais com bater punhetas mentais às criaturas que as fundaram e que com as já referidas denodadas punhetas continuam a permitir o normal funcionamento da próstata dos fundadores, do que com os direitos e garantias dos cidadão ou que com as normas éticas da arquivística.
Posto isto, falemos um pouco do documento:
trata-se de uma carta de um grupo de cidadãos que se congratulam pelo justo reconhecimento do profissionalismo de um nosso confrade gigolo.
Assim é que é! O respeitinho é muito bonito!
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